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Assistindo um show do Pink Floyd gravado em 1970, em Los Angeles, encontrei uma música até então desconhecida; Cymbaline. Minha preferência pelos trabalhos pós-Dark Side limitaram a apreciação dos trabalhos anteriores. Com exceção de Bike e Atom Hearth Mother, juntamente com os clássicos Arnold Layne e Astronomy Domine, os trabalhos iniciais da Era Syd Barret não me cativaram tanto.
Lendo o site Desciclopédia encontrei uma pseudofrase que é atribuída a Oscar Wilde, onde se diz: "Floyd é Glamour!" Logo em seguida podemos ler: "Não, Floyd é Gilmour!" De fato, a entrada de Gilmour proporcionou uma qualidade vocal muito grande ao grupo. Como dizem as más línguas, Roger Waters não canta. Sussura, grita, ou usa playback. Gilmour não.
Na música Cymbaline (http://www.youtube.com/watch?v=pl9JwM3MX4s), Gilmour vai da voz mais suave à mais dramática. Essa variação é muito importante. Semelhante a Echoes, Cymbaline possui a oposição claro/escuro. Para ir de encontro à luz, o personagem pede, imerso em seu estado de vigília quase proustiano, para ser acordado. No momento que poderíamos denominar "vigília", Gilmour canta calmo, suave. No momento do pedido, quase um grito de socorro, canta-se: E está na hora, Címbalo. E está na hora, Címbalo. Por favor, me acorde. Encontramos aqui o momento dramático dessa pequena peça musical. Após o pedido me acorde, Nick Mason toca teatralmente o címbalo. Mas o toque parece não surtir efeito. O personagem parece permanecer em seu sono, no seu estado de vigília.
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Portanto, ele já não dorme
Nunca dormiu
Pede, agonísticamente
Para ser acordado desse eterno
Semi-viver
Desse eterno Vir-A-Ser
Intenta, tenta Ser
Diferentemente dos que esperam Godot
Ele espera por ele mesmoEspera por alguma luz
Que o traga de volta à vida
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-Pilastre-
Lendo o site Desciclopédia encontrei uma pseudofrase que é atribuída a Oscar Wilde, onde se diz: "Floyd é Glamour!" Logo em seguida podemos ler: "Não, Floyd é Gilmour!" De fato, a entrada de Gilmour proporcionou uma qualidade vocal muito grande ao grupo. Como dizem as más línguas, Roger Waters não canta. Sussura, grita, ou usa playback. Gilmour não.
Na música Cymbaline (http://www.youtube.com/watch?v=pl9JwM3MX4s), Gilmour vai da voz mais suave à mais dramática. Essa variação é muito importante. Semelhante a Echoes, Cymbaline possui a oposição claro/escuro. Para ir de encontro à luz, o personagem pede, imerso em seu estado de vigília quase proustiano, para ser acordado. No momento que poderíamos denominar "vigília", Gilmour canta calmo, suave. No momento do pedido, quase um grito de socorro, canta-se: E está na hora, Címbalo. E está na hora, Címbalo. Por favor, me acorde. Encontramos aqui o momento dramático dessa pequena peça musical. Após o pedido me acorde, Nick Mason toca teatralmente o címbalo. Mas o toque parece não surtir efeito. O personagem parece permanecer em seu sono, no seu estado de vigília.
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Portanto, ele já não dorme
Nunca dormiu
Pede, agonísticamente
Para ser acordado desse eterno
Semi-viver
Desse eterno Vir-A-Ser
Intenta, tenta Ser
Diferentemente dos que esperam Godot
Ele espera por ele mesmoEspera por alguma luz
Que o traga de volta à vida
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